por Ruy de A. Mattos**
A
cidadania nasce quando saímos do casulo de nosso ‘personalismo’ e assumimos
conscientemente a construção de algo maior, o ser humano comunitário, que se
manifesta como a cidade ou a pólis, onde vivemos e pela qual somos
responsáveis. Neste sentido, os termos cidadão (de cidade) e político (de
pólis) são sinônimos. Referem-se aos seres humanos que, além de serem
indivíduos e pessoas, passam a cuidar e a construir a comunidade da qual são
partes integrantes.
A cidadania, portanto, é produto de
nosso comprometimento social e de nossa ação consciente e transformadora da
realidade em que vivemos. Neste novo estágio gregário nos sentimos incomodados,
agredidos, frustrados, quando alguma coisa de ruim acontece com algum de nós ou
com o "nós", enquanto entidade única, seja nossa família, nosso
bairro, nossa empresa, nossa cidade, nosso país. Do mesmo modo, quando nossa
comunidade melhora em relação a algum indicador social ou econômico todos nos
sentimos alegres, intimamente realizados, por estarmos identificados com este
Todo comum. Esta identificação com a comunidade só ocorre quando somos
cidadãos, participando, de fato, no processo de desenvolvimento
auto-sustentável de nossa comunidade, seja na solução ou na prevenção de
problemas, seja na busca de novas oportunidades de melhoria para todos.
A
cidadania forma o sentimento de comunidade que, por sua vez, se alimenta da
cidadania, criando um círculo virtuoso de participação e comprometimento
social.
Com
esta equação podemos criar a Nova Organização e a Nova Cidade, resultantes da
prática da democracia, vivida em nosso dia-a-dia, em todas as relações humanas
da qual fazemos parte.
*Trechos extraídos do artigo “Reflexões Sobre A
Cidadania”, disponível em http://www.emco.com.br/artigos15.htm
** Psicólogo Organizacional e
Consultor de Empresas
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