quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cidadania*


por Ruy de A. Mattos**

A cidadania nasce quando saímos do casulo de nosso ‘personalismo’ e assumimos conscientemente a construção de algo maior, o ser humano comunitário, que se manifesta como a cidade ou a pólis, onde vivemos e pela qual somos responsáveis. Neste sentido, os termos cidadão (de cidade) e político (de pólis) são sinônimos. Referem-se aos seres humanos que, além de serem indivíduos e pessoas, passam a cuidar e a construir a comunidade da qual são partes integrantes.

A cidadania, portanto, é produto de nosso comprometimento social e de nossa ação consciente e transformadora da realidade em que vivemos. Neste novo estágio gregário nos sentimos incomodados, agredidos, frustrados, quando alguma coisa de ruim acontece com algum de nós ou com o "nós", enquanto entidade única, seja nossa família, nosso bairro, nossa empresa, nossa cidade, nosso país. Do mesmo modo, quando nossa comunidade melhora em relação a algum indicador social ou econômico todos nos sentimos alegres, intimamente realizados, por estarmos identificados com este Todo comum. Esta identificação com a comunidade só ocorre quando somos cidadãos, participando, de fato, no processo de desenvolvimento auto-sustentável de nossa comunidade, seja na solução ou na prevenção de problemas, seja na busca de novas oportunidades de melhoria para todos.

A cidadania forma o sentimento de comunidade que, por sua vez, se alimenta da cidadania, criando um círculo virtuoso de participação e comprometimento social.

Com esta equação podemos criar a Nova Organização e a Nova Cidade, resultantes da prática da democracia, vivida em nosso dia-a-dia, em todas as relações humanas da qual fazemos parte.

*Trechos extraídos do artigo “Reflexões Sobre A Cidadania”, disponível em http://www.emco.com.br/artigos15.htm
** Psicólogo Organizacional e Consultor de Empresas

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